sábado, 14 de maio de 2011

Paralisação de bombeiros do Tom Jobim pode acontecer na segunda-feira

O capitão bombeiro Lauro César Botto(foto) foi preso ontem por participar dos protestos da categoria por aumento e melhores condições de trabalho. A Auditoria da Justiça Militar decretou a prisão preventiva de mais quatro militares por descumprimento de missão, deserção e recusa de obediência. Ontem, os manifestantes foram até o Copacabana Palace e a sede do Grupamento Especial Prisional (GEP), em São Cristóvão, onde Botto está detido.

Bombeiros que trabalham no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, ameaçam a aderir à greve. Caso isso aconteça, o terminal pode parar de operar, pois a Resolução 115 da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) proíbe o funcionamento sem equipe de salvamento especializado.

Alguns oficiais da PM estão apoiando o movimento e participaram ontem da marcha. O capitão Botto foi preso em uma assembleia com líderes da Polícia Militar para discutir possível adesão. Também tiveram a prisão decretada o major Luiz Sergio Lima, capitão Alexandre Machado Marchesini, o primeiro-sargento Valdelei Duarte e o cabo Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos.

A paralisação no aeroporto estava prevista para começar ontem. Mas os 22 bombeiros de lá foram convencidos pela liderança do movimento e pela deputada estadual Janira Rocha (PSOL) a esperar até segunda-feira, quando haverá encontro dos manifestantes com representantes do governo na Alerj.

A Infraero, que administra o terminal, informou que seus brigadistas poderão substituir os grevistas. O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Pedro Machado, também afirmou que há plano de contingência em caso de greve no aeroporto.

Machado descartou um acordo: “Não haverá negociação. Os bombeiros nunca estiveram tão bem como nestes anos do governo Cabral. Recebemos até uma gratificação de R$ 350”. O coronel afirmou que o movimento não está afetando o socorro no estado. “Eles fazem os protestos nas folgas. O que faltam são substituídos”, explicou ele, ressaltando que oficiais que cruzarem os braços responderão a inquérito e poderão pegar até um mês de prisão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário