sexta-feira, 10 de junho de 2011

Bombeiros do Rio de Janeiro detidos em quartel passam por exames para serem soltos

Os bombeiros do Rio de Janeiro detidos no Quartel de Charitas, em Niterói, estão passando por procedimentos para serem soltos. Pelo menos dez militares já fizeram exame de corpo de delito e estão almoçando na unidade.

A expectativa é a de que os 439 bombeiros detidos saiam juntos do quartel e participem de uma carreata até a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). No local, um grupo está acampado, desde o último sábado (4), reivindicando a libertação dos colegas e melhorias salariais.

Os bombeiros foram detidos após o protesto no Quartel General da corporação, no centro do Rio, na última sexta-feira (3). Ontem (9), o governador Sérgio Cabral anunciou um reajuste de 5,58% para a corporação. No entanto, os bombeiros decidiram permanecer mobilizados por um reajuste maior e pela anistia de todos os militares envolvidos no protesto da semana passada.

Do lado de fora do Quartel de Charitas, dezenas de simpatizantes ao movimento e parentes dos bombeiros aguardam a liberação dos detidos. A aposentada Isis Maia, de 55 anos, mãe do cabo Willian Maia, 28 anos, está acampada há 7 dias esperando pelo filho. Para ela, o fim da prisão significará o começo da luta pela anistia. ´Não é o habeas corpus uma anistia total. Não vai tirar esta mancha que está sobre eles [os bombeiros]. Eles não são vândalos, são salvadores de vida, que foram acuados por uma ação do governo do estado´.

Durante a manhã, uma comissão formada pelos deputados federais Alessandro Molon (PT-RJ), Delegado Protógenes (PCdoB-SP) e Dr. Aluizio (PV-RJ) visitaram os bombeiros presos para informá-los da decisão do Tribunal de Jutiça de conceder-lhes liberdade provisória. De acordo com Molon, a comissão vai defender, no Congresso Nacional, a aprovação de um projeto de lei anistiando os militares que participaram do protesto no quartel central da corporação.

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