terça-feira, 14 de junho de 2011

Bombeiros tentam convencer base do governo na Câmara a negociar melhores salários

A luta dos bombeiros pela anistia e por melhores salários deve ganhar mais um capítulo nesta terça-feira (14), quando eles pretendem se reunir com os deputados da base aliada ao governo Sérgio Cabral (PMDB) na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). A intenção do encontro é convencer os parlamentares a aderir à emenda elaborada pelos deputados que apoiam o movimento dos militares.

Nesta segunda-feira (13), deputados da oposição, favoráveis à causa dos bombeiros, fizeram uma emenda que propõe que as parcelas de reajuste salarial que seriam pagas até 2014 sejam antecipadas. Com isso, os soldados passariam a receber R$ 1.584. Mas, para atender as reivindicações dos militares que pedem um salário de R$ 2.000, os parlamentares também fizeram a proposta de aumento de 33%, que colocaria o piso da categoria no valor de R$ 2.111.

Os parlamentares também vão propor o pagamento do vale-transporte, um dos benefícios reivindicados pelos bombeiros.

A anistia do processo administrativo contra os 429 bombeiros presos após a invasão do Quartel Central da corporação no último dia 4 também foi discutida. O deputado Marcelo Freixo (PSOL) disse que aguarda retorno do novo comandante Sérgio Simões para tentar convencê-lo a desistir da punição administrativa.

- Queremos essa reunião com o Simões para que não haja punição.

A deputada Clarissa Garotinho (PR) ressaltou que, como governador, Cabral tem o poder de suspender o processo administrativo. Caso isso aconteça, não haverá necessidade de votar o projeto de emenda constitucional apresentado na Alerj.

- Mas, se a punição acontecer, vamos colocar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) em votação.

A juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, da Auditoria da Justiça Militar do Rio, aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual contra os 429 bombeiros e dois policiais militares presos no sábado (4), após a invasão do Quartel Central da corporação. Eles vão responder à ação penal militar pelos crimes de motim, dano em material ou aparelhamento de guerra, dano em aparelhos e instalações de aviação e navais, e em estabelecimentos militares.

O grupo de deputados que está apoiando os bombeiros na Alerj é formado por Flávio Bolsonaro (PP), Clarissa Garotinho (PR), Paulo Ramos (PDT), Marcelo Freixo (PSOL) e Janira Rocha (PSOL).

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