quinta-feira, 16 de junho de 2011

Bombeiros voltam a se manifestar nas escadarias da Alerj

Hoje as 14 horas o lugar de bombeiro e policial de folga é na escadaria da Alerj.


Os bombeiros do Rio de Janeiro voltam a protestar nas escadarias da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) nesta quinta-feira (16) diante da negativa do governo estadual em aceitar a proposta de reajustar o piso da categoria em ao menos R$ 2.000 e de dar a anistia das penas administrativas para os mais de 400 que foram presos após invadirem o Quartel Central no último dia 4.
De acordo com o capitão Lauro Botto, a ideia inicial dos bombeiros era realizar um ato ecumênico nesta quinta para agradecer ao povo do Rio pelo apoio e ao governo por ter atendido à categoria, o que não ocorreu. O governador Sérgio Cabral (PMDB) por meio de seus interlocutores – o comandante do Corpo de Bombeiros, Sérgio Simões, e os deputados da base governista na Alerj – oferece gratificações que deixariam o salário-base mais baixo da classe próximo a R$ 2.000 e se nega a anistiar os bombeiros.

- Queríamos que o ato fosse para agradecer ao governo. Como não houve resolução, vamos fazer uma manifestação. Vamos voltar a se reunir nas escadarias e permanecer lá até resolver. Continuaremos com nossas manifestações pacíficas e ordeiras.
Nesta quarta-feira (15), em uma reunião marcada com quatro deputados da base que dá apoio à causa dos bombeiros - Janira Rocha (PSOL), Marcelo Freixo (PSOL), Luiz Paulo (PSDB) e Flavio Bolsonaro (PP) - com o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), o deputado Paulo Melo (PMDB). Também participou do encontro o líder do governo na Câmara, André Corrêa, em mais uma tentativa de pôr fim ao impasse em torno da reivindicação salarial, mas as partes não chegaram a um acordo.
De acordo com Botto, outras categorias, como professores e policiais militares, também devem se unir aos bombeiros na manifestação.
Motim
Confiantes na anistia, centenas de bombeiros assinaram nesta quarta-feira a citação [notificação das acusações às quais responderão na Justiça] na Auditoria da Justiça Militar, na zona portuária da capital. O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou 429 bombeiros e dois policiais militares devido à invasão do Quartel Central da corporação. A previsão era de que todo o grupo comparecesse ao Tribunal entre as 12h e 18h. Até por volta das 18h, 424 bombeiros haviam assinado a citação.
Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio, os militares foram notificados no momento em que receberam o alvará de soltura no último sábado (10). O processo inicial foi desmembrado em dois, um quanto aos dois policiais militares e outro em relação aos 14 bombeiros considerados líderes do crime de motim, onde se incluem os oficiais. Os demais 415 acusados permaneceram agrupados na ação principal.
As datas dos interrogatórios também estão definidas. Os 14 bombeiros apontados como líderes do motim serão ouvidos no dia 8 de julho, às 12h, pelo Conselho Especial de Justiça, que, no caso, será composto por um coronel e três tenentes-coronéis do Corpo de Bombeiros, e presidido pela juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros. O Conselho Especial possui tal formação porque, nesse caso, um dos réus ostenta a patente de major, e somente pode ser processado e julgado por oficiais de patente superior.

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