terça-feira, 14 de junho de 2011

Deputados propõem salário de R$ 2.111 para bombeiros do Rio

Proposta atenderia reivindicação dos militares que pedem um piso salarial de R$ 2.000
Os deputados estaduais que apoiam o movimento dos bombeiros do Rio elaboraram nesta segunda-feira (13) uma emenda que propõe que as parcelas de reajuste salarial que seriam pagas até 2014 sejam antecipadas. Com isso, os soldados passariam a receber R$ 1.584. Mas para atender as reivindicações dos militares que pedem um salário de R$ 2.000, os parlamentares também fizeram a proposta de aumento de 33%, que colocaria o piso da categoria no valor de R$ 2.111.

Em relação ao vale-transporte, um dos benefícios reivindicados pelos bombeiros, os parlamentares propuseram uma emenda que prevê que o benefício seja pago com recursos do Funesbom (Fundo Especial do Corpo de Bombeiros).

Marcada para tarde desta segunda, a reunião com as líderes dos bombeiros e a base aliada do governador Sérgio Cabral (PMDB) não aconteceu. O encontro foi remarcado para esta terça-feira (14).

A proposta do governo estadual, enviada à Alerj, antecipando o reajuste de 5,58%, foi rejeitada pelos bombeiros. Cabral propôs a antecipação de dezembro para julho os reajustes que já eram previstos pela casa legislativa.

No entanto, a alteração não atende às exigências dos bombeiros, que reivindicam um piso salarial de R$ 2.000. Pela proposta, o salário dos militares passaria para R$ 1.152,93.

A anistia do processo administrativo contra os 429 bombeiros presos após a invasão do Quartel Central da corporação no último dia 4 de junho também foi discutida. O deputado Marcelo Freixo (PSOL) disse que aguarda retorno do novo comandante Sérgio Simões para tentar convencê-lo a desistir da punição administrativa.

- Queremos essa reunião com o Simões para que não haja punição.

A deputada Clarissa Garotinho (PR) ressaltou que, como governador, Cabral tem o poder de suspender o processo administrativo. Caso isso aconteça, não haverá necessidade de votar o projeto de emenda constitucional apresentado na Alerj.

- Mas, se a punição acontecer, vamos colocar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) em votação.

Os bombeiros farão um ato ecumênico na próxima quinta-feira (16) nas escadarias da Alerj.

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