sábado, 2 de julho de 2011

Bombeiros agradecem anistia e pedem ajuste salarial, na orla do Rio

Centenas deles se reúnem, neste sábado (2), na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, para comemorar a concessão da anistia criminal e administrativa aos mais de 400 presos, após a invasão ao quartel central da corporação, em 3 de junho. O grupo estendeu na areia um varal com camisas vermelhas, cor que representa a corporação. Neste sábado também se comemora o Dia do Bombeiro.
A iniciativa foi da ONG Rio de Paz. Segundo a organização, são mais de 400 camisas estendidas, simbolizando os bombeiros que foram presos. A ONG também levou uma faixa, pedindo explicações para o sumiço do menino Juan, de 11 anos.
Os bombeiros pretendem fazer uma caminhada na orla, para agradecer o apoio da população, que se mobilizou com a causa dos militares e aderiu ao uso de fitas vermelhas nos carros e nas roupas. O grupo continua a reivindicar aumento salarial e melhores condições de trabalho. A categoria pede um aumento do piso salarial de R$ 950 para R$ 2 mil líquido e o pagamento de vale-transporte.
A expectativa dos organizadores é de que 3 mil pessoas compareçam ao ato. São aguardados cerca de 40 ônibus de quartéis do interior do estado. Um dos líderes do movimento, o cabo Daciolo, disse que vai com parte do grupo à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) na segunda-feira (4), com o objetivo de encontrar o presidente da insittuição, deputado Paulo Melo.

Ausentes de punição
Os dois PMs que também foram presos durante a invasão ao quartel do Corpo de Bombeiros, também foram anistiados. Isso siginifica que eles e os bombeiros não serão punidos pelo episódio.
A anistia criminal foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados na quinta-feira (30). No dia anterior, o governador Sérgio Cabral já havia sancionado o projeto de lei que concede a anistia administrativa aos militares.
Além disso, foram sancionados ainda os projetos que garantem a antecipação do reajuste de 5,58% para a categoria e o uso de 30% do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom) para gratificações.

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