quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Bombeiros do Rio fazem novo ato 2 meses após invasão de quartel


Cerca de 1.500 professores e bombeiros se reuniram na tarde desta quarta-feira em frente à Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), no centro da cidade, para protestar. A estimativa é da Polícia Militar.

Enquanto os bombeiros "comemoravam" os dois meses da ocupação do quartel central sem que suas principais reivindicações tenham sido atendidas, os docentes da rede estadual deitaram-se no chão para simbolizar a "morte da educação".

Com gritos de "os bombeiros voltaram", a categoria reclama que ainda não foi ouvida pelo governador Sérgio Cabral. Eles exigem piso líquido de R$ 2.000, vale transporte de R$ 150 e o fim das bonificações.

"Queremos ser tratados com dignidade", disse o cabo Benevenuto Daciolo, um dos líderes do movimento.
Após se reunir com o presidente da Alerj, deputado Paulo Mello, o grupo seguiu para o Palácio Guanabara, em Laranjeiras, zona sul.

A assessoria de imprensa do governador Sérgio Cabral afirmou que as negociações estão a cargo do comandante do Corpo de Bombeiros, Sérgio Simões. Já a assessoria do comandante disse que as reivindicações estão sendo atendidas dentro do possível. Já foi concedida gratificação de R$ 350 para cerca de 11 mil dos 16,5 mil bombeiros da ativa.

Já os professores rejeitaram a proposta de reajuste de 3,5% e decidiram continuar a greve --a paralisação completou 58 dias hoje. A categoria reivindica 26%.

"A proposta do governo é vergonhosa, fica abaixo até da inflação!", afirmou Vera Nepomuceno, coordenadora do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro).

Ela também questiona a posição da Seeduc (Secretaria de Estado de Educação), que calcula em 0,5% o percentual de grevistas.

"Se menos de 1% aderiram à greve, por que vão chamar 4.000 temporários?", pergunta. Segundo ela, há cerca de 20 mil professores (40% do total) com os braços cruzados.

Em nota, a Seeduc negou as contratações e informou que as faltas estão sendo descontadas desde o dia 1º. Os grevistas também terão que repor as aulas perdidas.

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