sábado, 26 de novembro de 2011

Depois da PM, Polícia Civil do Maranhão entrará em greve

Depois da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil do Maranhão vai entrar em greve a partir da próxima segunda-feira. Na ocasião acontecerá uma assembleia geral para referendar a decisão do sindicato da categoria, que reivindica a efetivação do Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) elaborado em 2008 e até hoje não implantado pelo governo do estado.
- O governo prometeu que iria implantá-lo, mas ficou só na promessa e na enganação – explicou um dos diretores do Sindicato da Polícia Civil do Maranhão, Marcelo Penha.
Penha acredita que o movimento terá a adesão da grande maioria dos 2.150 agentes lotados no estado.
- A insatisfação é grande e assim como nossos companheiros da Polícia Militar nós vamos parar até que seja implantado o nosso PCCR – avisou.
A situação da segurança pública no Maranhão ainda se agrava com a greve dos delegados da Polícia Civil deflagrada na última segunda-feira também pelo não cumprimento de uma promessa feita pela governadora Roseana Sarney de incluir a categoria no rol das carreiras jurídicas do Estado.
Diante da situação, o governo do Estado conseguiu reforço das tropas da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) de Alagoas e Brasília, além de soldados do Exército, Marinha e Aeronáutica. O comandante da 24º Batalhão de Caçadores, tenente-coronel Flávio Peregrino confirmou que o Exército está com 650 homens fazendo o policiamento no Maranhão, 400 do próprio estado e outros 250 vindos do Piauí.
Acampados na Assembleia Legislativa desde a noite de quarta-feira, os policiais militares e bombeiros, em greve pelo reajuste de 30% nos vencimentos, continuam dispostos a não ceder à pressão do governo. Depois que o movimento foi declarado ilegal pela Justiça, com multa diária de R$ 200 descontados da remuneração de cada militar em greve, o governo do estado requereu ao Ministério Público Militar a prisão dos líderes do movimento.
- Mandar prender um trabalhador que reivindica seus direitos e melhores condições de trabalho para oferecer um serviço de qualidade para a sociedade é uma injustiça – lamentou o cabo Campos, um dos que podem ter a prisão decretada pela Justiça Militar.
- Eles vão ter que prender todo mundo que está aqui, pois estamos unidos – garantiu.
O clima na Assembleia é tenso e os policiais prometem resistir a qualquer tentativa de “invasão” para prender os comandantes da greve.
Pela manhã, eles expulsaram três homens que estavam filmando o acampamento por desconfiarem que eles eram espiões do Exército. O comandante do 24º Batalhão de Caçadores disse que não tem conhecimento dessa “operação”, e que vai mandar apurar o caso.
Em coletiva de imprensa realizada no final da manhã, o secretário de segurança Aluísio Mendes avisou que o governo só negocia com os policiais após o fim do movimento.

Parabéns e força aos companheiros do Maranhão e que sirva de exemplo para o restante do país.

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