terça-feira, 6 de março de 2012

De olho na Copa e em 2016, uniforme da PM do Rio será similar ao da polícia de NY

Até o fim deste ano, a Polícia Militar do Rio de Janeiro vai trocar sua farda por um uniforme da cor “azul noite”, semelhante ao da polícia de Nova York. A PM ainda não tem um exemplar disponível do modelo final para foto (a imagem ao lado é de um policial de Nova York, em cujo modelo se inspira a fluminense).

O Batalhão de Choque da PM, unidade de elite da corporação, também vai substituir o seu tradicional camuflado cinza. Vai adotar a cor azul (veja fotos abaixo), mas em tom diferente diferente daquele do resto da corporação. Como o Bope, a farda do Choque será peculiar.

A mudança dos uniformes é um processo que vem sendo estudado nos últimos anos pela corporação e por consultoria contratada ao Senai/Cetiqt. A fase de implantação vai se dar até o fim deste ano.

Os objetivos de ter um novo uniforme são criar uma imagem mais moderna e internacional da PM, ao mesmo tempo dando aos integrantes da força mais conforto, proteção e eficiência no trabalho. Com vistas à Copa do Mundo em 2014 e às Olimpíadas do Rio-2016, o governo quer dar uma “cara nova” à principal força de segurança ostensiva, atualmente com 43 mil homens.

A cor “azul noite” é usada por polícias como as de Nova York, Miami e da Polícia Nacional da França, por exemplo. É tida como um “padrão internacional”.

A previsão da PM é de que a padronização já comece a ser feita este ano. Além do Bope, as primeiras unidades a adotar o novo uniforme devem ser o Choque, o Batalhão de Policiamento Turístico e as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora).
Consultoria e informações detalhadas por conforto e segurança

Ao longo do tempo, a farda operacional atual passará a se destinar apenas a treinamento e operações.

A ideia de alterar os uniformes é fruto de um estudo com consultoria do Senai/Cetiqt, referência brasileira no setor. O estudo é detalhado: as especificações da gandola (camisa militar) ocupam 23 folhas; as das calças, mais 26.

São detalhes como padronagem, tecido, distância entre as costuras, localização do velcro, entre outros. O tecido será de NYCO, 50% de nylon e 50% de algodão, de modo que haja maior ventilação.

Além disso, com tantos detalhes técnicos exigidos pela corporação fluminense, o objetivo é aprimorar a qualidade do material de modo a dificultar a fabricação de uniformes falsos - frequentemente encontrados com criminosos em operações policiais nas favelas do Rio.


No Choque, um protótipo do novo uniforme, "compacto" (sem camuflado) de cor azul escura, já está em teste há um mês e atende à necessidade específica da unidade.

“A farda do Choque vai ser azul marinho, com capacete amarelo, para chamar a atenção mesmo. Esse atual padrão ‘descontinuado’ (camuflado) faz com que a tropa desapareça no terreno, em efeito contrário ao que desejamos para uma força de controle de distúrbio, como o Choque. Se há 50 homens, o desenho faz parecer que tem menos, e queremos o contrário. Com o uniforme azul compacto, teremos esse efeito de parecer estar em maior quantidade, o que é eficiente como elemento dissuasório", explicou o comandante do Batalhão de Choque, tenente-coronel Fábio Souza.

"O Bope precisa do camuflado para ganhar tempo e não ser visto enquanto se desloca. Nós temos de chamar a atenção”, comparou.

O cabo do Choque José Roberto Filho, 41 anos e 12 anos de PM, vem testando a nova farda no dia a dia, por determinação do comandante da unidade.

Para o cabo Filho, o novo conjunto é mais confortável e menos quente que o atual. “Não retém tanto calor. Fica mais resfriado quando bate o vento, e dá mais mobilidade e conforto, principalmente nas calças”, relatou o militar.

Porém nem todos gostaram da novidade. Alguns policiais do Batalhão de Choque consideram a nova farda “feia” e ponderam que a cor – em oposição à ideia de dificultar – pode facilitar a falsificação por criminosos. “É muito mais fácil copiarem uma farda dessas do que igual à camuflada cinza”, afirmou um subtenente da unidade.

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