quinta-feira, 10 de maio de 2012

Testemunha afirma que bombeiros sequestrados no RJ foram agredidos


Uma testemunha que presenciou o sequestro de bombeiros em Manguinhos, no subúrbio do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (10), afirmou que eles foram agredidos com tapas pelos criminosos. Os bombeiros foram libertados pela Polícia Militar.
“No início, chegaram cinco criminosos, armados com fuzis e pistolas. Depois, vieram outros, a pé, de moto, de tudo que é jeito”, contou a testemunha. “Eles retiraram dois militares do Corpo de Bombeiros de dentro de um Gol cinza. A abordagem foi violenta. Eles falavam muitos palavrões e gritavam: ‘Sai, sai irmão! Perdeu! Perdeu! Perdeu!’ Eles chegaram a agredir os militares com tapas”, contou a testemunha, que pediu para não ser identificada e disse ter visto somente dois bombeiros. A assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros, entretanto, confirmou que três militares foram abordados.
A testemunha contou que o sequestro ocorreu por volta das 9h30. “Eu vi que elementos (criminosos) atravessaram a pista na Avenida Leopoldo Bulhões em direção a um veículo cinza que vinha no sentido contrário ao meu veículo. Eles abordaram o carro”, recorda. “Eles levaram os bombeiros para um beco que dá entrada para a favela. Foi quando eu arranquei com meu carro, e fui acionar a polícia para poder ajudar os bombeiros”, acrescentou.
Ainda de acordo com a testemunha, os bombeiros estavam fardados e um deles seria sargento. “Estava indo fazer meu trabalho e acabei não completando meu serviço, mas, pelo menos, tentei ajudar a vida de dois militares. A gente não pode se calar para essa vagabundagem”, finalizou a testemunha.

Bombeiros passam bem
Os três bombeiros são dos quartéis da Penha, Ilha do Governador e Caju e estavam em Manguinhos fazendo um trabalho de prevenção da dengue. Segundo a assessoria da corporação, eles passam bem.
Na primeira nota enviada às 13h15, o Corpo de Bombeiros informou que os três haviam sido libertados, fizeram contato com seus quartéis e que as circunstâncias da abordagem seriam apuradas internamente. Em nova nota, dessa vez enviada às 13h35, a assessoria informou que os bombeiros não chegaram a ficar detidos nem foram feitos reféns, uma vez que não houve cativeiro.

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