terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O mundo sem polícia......

O canal de TV a cabo “History Channel” exibiu um excelente documentário, com o título “O mundo sem ninguém.” Quais as consequências e os desdobramentos da civilização, se acaso a humanidade desaparecesse? O que iria acontecer em uma hora, em uma semana, em meses, centenas e milhares de anos, caso o homem não mais existisse? O excelente documentário nos leva a reflexão, e por fim, demonstra nossa insignificância perante as forças da natureza. Ao refletir sobre vários episódios, nos quais a polícia é criticada e humilhada, especificamente sobre o mais recente, onde a quase aposentada cantora Rita Lee chama, durante um show em Aracaju, os policiais de “cachorros”, não esquecendo de generalizar a origem materna dos que ali se encontravam para cumprimento da lei, como sendo todos oriundos do baixo meretrício, imaginei como seria, assim como no documentário, um mundo sem polícia. O que aconteceria se, de uma hora para outra, todos os policiais desaparecessem?

Vamos nos ater ao Rio de Janeiro, em um mundo sem policia. Nas primeiras horas, não haveria muita diferença. As pessoas, aos poucos, iriam procurar a certeza de que realmente não mais existia a polícia. Os ricos demonstrariam um pouco de preocupação, ainda sem querer acreditar.

Uma semana sem polícia. Nesta primeira semana, a maioria das pessoas daria início a pequenas transgressões. Os sinais de trânsito não mais seriam respeitados. Os mais afoitos começam a entrar em lojas, restaurantes e supermercados, e de lá sairiam sem pagar. Não agiriam como ladrões, nervosos e correndo. Agiriam com calma e cinismo.

Um mês sem polícia. A Justiça faria uma reunião de emergência. O ponto principal a se discutir seria como viabilizar as decisões dos juízes, sejam prisões, reintegração de posse, ou qualquer cumprimento obrigatório de uma ordem judicial. Não chegaria a nenhuma conclusão, pelo simples fato de que não há mais a polícia para fazer cumprir a lei. Surge um mercado negro efervescente de venda de armas. Todos querem ter uma.

Seis meses sem polícia. Os homicídios multiplicam-se por dez. Os corpos permanecem nas ruas. Não há mais os bombeiros e nem peritos, e nem policiais para investigar. Almas ainda caridosas recolhem os corpos. Os políticos, antes detentores de um imenso poder, são caçados como galinhas gordas, e executados friamente. Alguns oferecem seus bens em troca da vida. Os presídios foram abertos, já que não mais existem guardas, e uma imensa horda de criminosos passa a vagar pelas ruas. As agências bancárias não mais funcionam, face ao grande número de roubos.

Um ano sem polícia. A cidade se torna um caos. Grupos armados passam a dominar ruas e bairros. O dinheiro deixa de circular pela inexistência dos bancos. Os ricos constroem apressadamente bunkers. Não há para onde fugir, pois em todo o mundo não há mais polícia.

Dois anos sem polícia. O comércio como no passado não mais existe. Volta-se ao escambo. A regularidade é o roubo, a extorsão e o homicídio.

Dez anos sem a polícia. A sociedade encontra-se totalmente esfacelada. Todos os sistemas de produção foram dizimados. A população foi reduzida em mais de quarenta por cento, e continua diminuindo face a imensa matança. Mata-se por qualquer motivo, desde uma antiga desavença até mesmo porque não se gostou da forma como o outro nos olhou. Os grupos que se formam tornam-se mais poderosos pela força, expandem seus domínios, e passam a sequestrar e escravizar pessoas, principalmente mulheres. Os homens são obrigados a trabalhos forçados.

Vinte anos sem a polícia. Os limites geográficos antes conhecidos como cidades e bairros não mais existem. Foram reordenados pelos grupos que impuseram seus domínios, e receberam nova denominação. Água, comida e agasalho serão acessíveis apenas aos que possam conseguir pela violência. Os mais fracos mendigam. As mansões e os prédios de luxo foram tomados dos mais ricos. Bandos de vândalos e saqueadores perambulam pela noite, matando, roubando e destruindo. O consumo de drogas é afinal totalmente liberado. A cultura e a produção literária deixaram de existir em dez anos no mundo sem polícia. Os mais novos não aprenderam nem a ler. Aliada aos homicídios generalizados, as doenças matam ainda mais. Não se produz nenhum tipo de remédio, exceto os caseiros. A sociedade como a conhecíamos, com uma policia tentando manter a lei e a ordem, acabou. Prevalece a barbárie, a lei do mais forte. A existência do homem aproxima-se do fim.

No túmulo, a cantora Rita Lee, que dezenas de anos antes chamou os policiais de cachorros e filhos de prostituta, chora ao saber da desgraça, e pede desculpas. Mas agora é tarde. No mundo sem polícia, a sociedade acabou.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

PMs denunciam péssimas condições de trabalho em UPPs e garantem greve

Enquanto aguarda um posicionamento do governo e da corporação sobre o movimento grevista, integrantes da Polícia Militar do Rio de Janeiro dão claros indícios de que a greve no começo de fevereiro é inevitável. um grupo de policiais militares lotados em Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) denunciou uma série de irregularidades que afligem o carro-chefe da política fluminense no quesito segurança pública .

Baixos salários, escalas de trabalho que superam 70 horas semanais, agentes de outros municípios forçados a viver nas UPPs em função do sistema deficitário de vale-transporte oferecido pelo governo do estado, gratificações incompatíveis com determinadas funções, problemas no "bico legalizado" do Proes. Estas são apenas algumas das razões pelas quais, segundo os integrantes do movimento grevista, foi escolhido o dia 8 de fevereiro como data limite para receber algum posicionamento das autoridades.

Do contrário, o Rio de Janeiro corre o risco de ficar sem o policiamento rotineiro a partir do dia 10 de fevereiro. A Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros também dão sinais de que podem aderir ao movimento, o que instalaria o verdadeiro caos no estado.

O perfil dos nossos governantes é o daquela pessoa que paga para ver. Eles vão esperar o problema estourar para depois vir tentar remediar. Desde a nossa reunião com o comandante-geral Erir Ribeiro (no dia 12 de janeiro), não tivemos posicionamento algum das autoridades", revela o cabo João Carlos Soares Gurgel, um dos líderes do movimento grevista. "O escudo deles é o nosso regulamento covarde e inconstitucional, que pode mandar nos prender em caso de rebeldia. Hoje, vivemos em condições análogas à escravidão".

Caso a greve se confirme, a tendência é que o Batalhão de Choque e o Batalhão de Operações Especiais (Bope) sejam acionados emergencialmente, já que a greve não é unânime entre eles. Isso acontece porque os dois são os batalhões que recebem as melhores gratificações da corporação.

"Como o Bope tem uma boa visão na sociedade, a ideia de governo é colocá-los para reprimir qualquer movimentação, como fizeram com os bombeiros. Também temos o apoio de alguns membros do Bope. Na passeata de Domingo onde reunimos 25 mil pessoas, eles também compareceram", aponta o cabo Gurgel. "Eles sabem que recebem uma boa gratificação mas, se forem baleados numa operação e colocados fora de combate, voltam a ganhar o mesmo que qualquer policial militar. A nossa luta é pela incorporação dessas gratificações.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Governador antecipa reajuste das parcelas para policiais e Bombeiros do Rio

Segundo informações atualizadas pelo Cap. Lauro Botto em seu blog e postadas pelo Rodrigo Pimentel, ex-policial militar através do seu Twitter o governo do estado fez um anuncio de adiantamento das parcelas da seguinte forma:
12 % agora em Fevereiro referente ao ano de 2012
12 % em Fevereiro de 2013 referente ao ano de 2013
12 % em Outubro de 2013 referente ao ano de 2014
E a possibilidade de negociação para 2014.
Essa noticia foi confirmada pelo CMT geral Sérgio Simões .Isso só mostra como Policiais e Bombeiros possuem uma força que desconhecem ter ,ainda iremos nos reunir no dia 29 para um momento único na historia da segurança publica do Rio de Janeiro e eles já estão com medo do dia 10, nem um passo daremos atrás ,isso é mais uma migalha que nos é oferecida para que possamos ficar quietos ,aonde que 12 % irá solucionar o problema do policial e do bombeiro que ganha 1100 reais por mês para arriscar suas vidas ,isso equivale a 123 reais de aumento para um soldado .Domingo agora estaremos reunidos em frente ao Copacabana Palace e caso não haja realmente uma negociação justa e digna para todos nós a greve será deflagrada no dia 10 de Fevereiro.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

PM do Rio coloca batalhões em prontidão na véspera da greve

A Polícia Militar do Rio de Janeiro anunciou regime de prontidão em seus batalhões dia 9 de fevereiro, na véspera do começo da Operação Verão. A decisão foi repudiada pelos policiais militares, que vêem na atitude uma tentativa de desarticular a greve, programada para começar no dia 10.

Obrigação

De acordo com a lei, nenhum militar do estado pode se recusar a cumprir uma determinação superior e a negativa dos policiais em acatar à mudança pode colocá-los em prisão administrativa.

Já vimos essa história antes quando o então CMT da Pm Coronel Mario Sergio "tocou" prontidão um dia antes da manifestação em Copacabana e voltou atrás,seria a atitude mais sensata dessa vez também,uma vez que da maneira que policiais e Bombeiros estão irá causar uma revolta maior ainda na tropa...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Greve dos policiais militares: Rio pode ficar sem UPPs em fevereiro

O movimento grevista dos policiais militares chegou com força às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro. Segundo os agentes, a ordem é cruzar os braços nas 19 comunidades beneficiadas pela pacificação, caso o governo do estado não atenda as reivindicações dos policiais militares.

Gratificações atrasadas

Apesar de a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-RJ) ter anunciado que as gratificações especiais dos policiais lotados em UPPs seriam pagas até o dia 10 de janeiro, os agentes ainda não viram a cor do dinheiro. A Secretaria de Segurança atribui o atraso a um processo de digitação pendente na Polícia Militar, o que não diminui a revolta dos agentes.

Fonte : JB

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

União de Bombeiros e Policiais do Rio :Simplesmente sensacional


A vitória esta próxima!!!
S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L!! Mais de 1500 policiais militares de todas as regiões do estado compareceram a 1ª Assembléia da PMERJ, que contou com a presença dos policiais civis e, obviamente, dos bombeiros militares.A adesão foi tão grande, que a reunião foi realizada na rua, onde os representantes dos policiais militares, dos policiais civis e dos bombeiros militares selaram a UNIÃO, que o desgovernador Cabral não esperava, mas temia!! Houve uma passeata, que partiu da rua Joaquim Silva, cruzou a Lapa, passou em frente ao QG da PMERJ, ao som da canção ''...Governador pode esperar a PM vai parar...'' e terminou na Cinelândia com o cântico do Hino Nacional, uma oração e o desejo ardente de lutar por DIGNIDADE!!! O BICHO VAI PEGAR!! E de agora em diante, os policiais e bombeiros só negociarão JUNTOS!! Isso mesmo, JUNTOS!!



Próximo passo será o grande encontro de Policiais Civis e Militares e Bombeiros em frente ao Copacabana Palace no dia 29 de Janeiro
as 10 horas !!



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Bombeiros protestam na porta de quartel na Penha

Assembleia nesta quarta-feira luta por reajuste salarial

Um grupo de bombeiros fez um pequeno protesto em frente ao quartel da corporação na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, no fim da manhã desta quarta-feira (18).

O ato foi em solidariedade ao capitão Bandeira, que, segundo o coronel Paul, encontra-se detido no local desde segunda-feira (16) por participar de costantes manifestações da categoria.

De acordo com os integrantes do protesto, o capitão Bandeira será liberado na manhã da próxima quinta-feira (19).

O grupo colocou uma faixa em frente ao quartel e percorreu as ruas do bairro com um carro de som. Eles anunciaram uma assembleia de policiais militares e bombeiros que acontecerá às 19h desta quarta, no Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social, na Lapa, região central. O objetivo é definir os rumos do movimento, cujo objetivo é reajuste salarial.

No ano passado, bombeiros do Rio de Janeiro ficaram em greve por mais de um mês. Na época, eles reclamavam de ter o menor salário do país. Mais de 300 foram presos por invadir o quartel central, no centro.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Reivindicações dos policiais militares ao governo do Rio

Os policiais militares que integram movimento grevista se reúnem na manhã desta sexta-feira, às 9h, com o comandante-geral da Polícia Militar, o coronel Erir Ribeiro Costa Filho. O Jornal do Brasil teve acesso à pauta da reunião, após a qual o coronel Erir Ribeiro deve levar as reivindicações ao governador Sérgio Cabral.

Piso salarial

Os policiais militares do Rio, donos do pior salário-base do Brasil, querem um aumento dos vencimentos iniciais de R$ 1.031 para R$ 3.000. A justificativa dos grevistas é a alta complexidade e periculosidade das atividades da PM no estado, cujo crime organizado é bem mais forte do que em outras regiões do país.

Carga horária

Os grevistas também pedem o estabelecimento de uma carga horária fixa de 40 horas. Em alguns casos, os policiais militares chegam a trabalhar em jornadas de 72 horas semanais, contrariando a legislação que rege os funcionários públicos estaduais. Eles também querem ter direito a outros benefícios do funcionarismo público estadual, como remuneração extra do trabalho noturno, licença paternidade, redução de carga horária e gratificação para atividades insalubres ou perigosas.

Fim das prisões administrativas e proteção dos policiais grevistas

Os policiais também pedem a revisão do regulamento da Polícia Militar e a adoção de um novo código de ética, já que o atual ainda prevê a prisão de agentes por infrações pequenas, como o atraso. Para evitar atitudes truculentas do governo contra o movimento grevista, eles também pedem ao comando que não transfira ou prenda os agentes que estejam fazendo reivindicações para melhorias na categoria.

Vale-transporte

A falta de um vale-transporte adequado à distância entre a residência e o local de trabalho dos policiais também é outra reclamação. Em algumas UPPs, onde agentes recém-formados do interior do estado estão lotados, os gastos com transporte chegam consumir 50% do salário. Por isso, os grevistas pedem a regularização dos vale-transportes.

Sistema de "rancho" e vale-refeição

Outro pedido é o fim do sistema de "rancho", que obriga os policiais militares a realizarem suas refeições nos refeitórios das unidades. De acordo com os policiais, falta higiene na preparação das refeições e a comida servida não condiz com o cardápio divulgado pela Polícia Militar.

Falta de equipamento e segurança

O movimente também quer que o governo do estado tome medidas para garantir a segurança dos policiais militares em seu trabalho e leis mais severas para crimes contra policiais. A justificativa são os ataques constantes aos agentes. Eles também solicitam a adequação do equipamento policial já que, em muitos casos, os coletes à prova de balas não estão disponíveis em todos os tamanhos.

Fonte:JB

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Depois dos PMs, policiais civis do Rio sinalizam greve

O governo do estado terá que fazer malabarismo para contornar os ânimos de policiais civis e militares e evitar uma possível greve de ambos no primeiro semestre. Enquanto a PM dá claros sinais de que vai parar em fevereiro, a insatisfação é grande na Polícia Civil. No dia 17 de janeiro, os civis realizarão uma assembléia geral e tudo aponta para uma greve.

Ensino superior, salário inferior

O sucesso inicial do movimento grevista da PM acabou, indiretamente, alfinetando a Civil. Isso porque o reajusta que os militares receberam, válido apenas para quem for promovido, deixa um soldado com a remuneração média de R$ 2.237. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro, a média da corporação é de R$ 2.200. Para piorar, um dos pré-requisitos para o cargo é o ensino superior completo enquanto os PMs precisam apenas do segundo grau.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Estado antecipa as promoções de PMs e bombeiros militares

O governador Sérgio Cabral assinou decreto reduzindo os tempos para a promoção dos praças e suboficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. A medida vai beneficiar de imediato 17.829 militares das duas corporações que poderão antecipar suas promoções em até cinco anos. A partir de agora, um soldado poderá chegar a subtenente em 25 anos. Antes, esse prazo era de 30 anos. O decreto sairá publicado na edição do Diário Oficial desta quarta-feira (11/1).

- O decreto é mais um incentivo para a progressão funcional dos bombeiros e policiais militares com ganhos financeiros, e reitera a política do governo do Estado de incentivar a melhoria salarial pelo mérito - disse o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy Barbosa, ressaltando que a iniciativa poderá representar um esforço orçamentário anual de até R$ 75,5 milhões.

Na prática, o tempo máximo de serviço efetivo prestado para que um soldado seja promovido a cabo passará de oito para seis anos; de cabo para 3º sargento, de 15 para 12 anos; de 3º sargento para 2º sargento, de 20 para 16 anos; de 2º sargento para 1º sargento, de 25 para 20 anos; e de 1º sargento para subtenente, de 30 para 25 anos.

domingo, 8 de janeiro de 2012

É chegada a hora....


A cada dia cresce mais a insatisfação de Policiais e Bombeiros do Rio de Janeiro,principalmente quando vemos companheiros de outros estados conquistarem os seus objetivos quando paralizaram as atividades,e no Rio de Janeiro não será diferente,então vamos nos mobilizarmos e nos unirmos e tenham certeza que iremos conquistar e tão sonhada vitória com dignidade para que não possamos precisar mais ficarmos presos a "bicos" .
A hora agora é de divulgarmos entre os companheiros essa informação via telefone,mandando ,toda forma é valida ,tenham certeza que a vontade é grande principalmente depois da vitória do Ceará que a partir de agora irá ganhar 2,600 Reais iniciais enquanto um policial ou Bombeiro no Rio ganha 1000,então só depende de nós...

Saibam que o caso do Ceará já repercutiu no Rio e o Governador e seus comandados já estão com medo que ter o mesmo por aqui.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

PMs e bombeiros do CE aceitam proposta e encerram a greve com vitória

Que sirva de exemplo para os Policiais de Bombeiros de todo o Brasil!!!

Os policiais militares e bombeiros do Ceará decidiram em assembleia na madrugada desta quarta-feira (4) aceitar a proposta do governo, após seis dias de paralisação. Nesta terça (3), lojas, bancos, escolas e até a prefeitura de Fortaleza encerraram expediente alegando falta de segurança. Agentes da Força Nacional e do Exército chegaram a ser enviados ao estado e patrulharam ruas de Fortaleza.

Enquanto PMs decidiram encerrar a paralisação, os policiais civis anunciaram na noite de terça que vão parar todas as atividades. Os policiais civis protestam há cinco meses no estado.

O fim da greve dos policiais militares e bombeiros foi decidido depois de uma reunião de cerca de cinco horas entre o grupo que comanda o movimento dos PMs, representantes do governo e Ministério Público, no Palácio da Abolição, sede do estado.

Segundo o secretário geral da Associação dos Cabos e Soldados Militares do Ceará (ACSMCE), Rogério Rodrigues, a proposta foi colocada pelo governo sob a condição de encerrar a paralisação e retomar as atividades até meia-noite desta quarta-feira (4).

De acordo com Rodrigues, ficou acertado o reajuste de 56%, com a incorporação da gratificação de R$ 920 ao salário-base, além de anistia geral aos policiais e bombeiros que participaram das paralisações. Os policiais conseguiram ainda a redução de jornada de trabalho de 46 horas para 40 horas semanais.

Comissão
Segundo o secretário geral da ACSMCE, ficou acertado que será montada uma comissão para fazer o estudo do impacto financeiro de reajustes dos próximos anos. Em certos momentos, segundo Rogério Rodrigues, houve tensão por conta do impasse com relação a esse ponto, uma vez que os policiais pedem reajuste de 80% a 100% em até quatro anos. "As lideranças queriam sair de lá com o valor definido para apresentar à categoria e eles disseram que era difícil porque teria de ser feito um estudo do impacto financeiro", afirmou.

A comissão, segundo o secretário, deve ainda analisar a criação do código de ética e a extinção do código displinar dos policiais militares do Ceará, além da implantação de vale alimentação de R$ 10 por dia.

De acordo com Rodrigues, farão parte da comissão o secretário da Fazenda, Mauro Filho, do Planejamento e Gestão, Eduardo Diogo, e o procurador-geral do Estado, Fernando Oliveira. O governador Cid Gomes (PSB) ficou em sala separada e não participou da reunião, segundo os manifestantes, mas estava sendo informado por Fernando Oliveira.

Proposta anterior
Mais cedo, policiais e bombeiros rejeitaram uma proposta do governo, que ofereceu 23% de reajuste, mas a categoria exigiu de 80% a 100% de 2012 a 2014. A proposta dos policiais para o reajuste no primeiro ano é de incorporar ao salário-base a gratificação de R$ 859 já recebida pelos policiais do turno da noite. A ideia é que os policiais de todos os turnos tivessem essa gratificação incorporada.

No entanto, o governo propôs que fosse incorporada a gratificação de R$ 435 recebida pelos policiais do turno do dia, e aos PMs do turno da noite seria complementado em forma de gratificação.