segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Concursos dos Bombeiros e da Polícia Federal vão abrir 1.594 chances para nível médio

Quem tem o nível médio completo e deseja conquistar um emprego com estabilidade deve se preparar para dois grandes concursos à vista. Até o próximo dia 22, a Polícia Federal (PF) deverá divulgar o edital de uma seleção com 566 vagas, sendo 534 delas para agente administrativo, com salário de R$ 3.689,77. Já o Corpo de Bombeiros aguarda autorização para abrir 1.060 postos de soldado, com rendimento inicial de R$ 2.077,27.
O edital da PF já foi finalizado pelo Cespe, que será o organizador da seleção. O Corpo de Bombeiros deverá acelerar os preparativos após o sinal verde do governo do estado.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria estadual de Planejamento, que vai autorizar a seleção, foram solicitadas 910 oportunidades de soldado combatente e 150 de guarda-vidas. O pedido deve ser analisado até o fim do mês.
O subdiretor da Diretoria Geral de Pessoal dos Bombeiros, tenente-coronel Paulo Fernando Fumaux, diz que os candidatos já devem começar a se preparar para as etapas:
— A orientação é estudar com base no edital de motorista, que saiu em 2012.
O tenente-coronel Marcelo Pinheiro, de 41 anos, diz que é preciso ter vocação e preparo.
— É necessário estar bem preparado física e psicologicamente, porque o guarda está sujeito à chuva e ao sol. Mas é uma profissão gratificante — diz o comandante do 3º GMar.
O especialista em processos seletivos Paulo Estrella destaca também que, para a PF, os interessados devem aliar o conhecimento teórico à realização de exercícios, devido à complexidade das provas. Para garantir uma vaga de soldado do Corpo de Bombeiros, é preciso estudar de dois a três meses.
Candidatos buscam estabilidade no emprego
A busca por uma vaga no serviço público, geralmente, tem um motivo: a estabilidade no emprego. Com os concurso dos Bombeiros e da Polícia Federal não é diferente. O técnico de informática Alexandre Valle de Freitas, de 33 anos, se prepara, há cinco meses, para ser agente administrativo da PF.
— Investi todas as minhas economias no concurso público. Estou estudando o dia todo para conseguir um emprego estável. Quero os benefícios de ser servidor, como a facilidade para comprar a casa própria — afirma.
Freitas acredita que o conhecimento de informática o põe à frente dos demais.
O ex-militar Bruno Malta, de 32 anos, também está de olho num futuro tranquilo.
— Tenho uma filha de 2 anos. Quero um emprego em que eu possa ter um salário certo todo mês — conta.
Malta já foi aprovado nas seleções da Guarda Municipal e da Polícia Militar do Rio de Janeiro, mas ficou reprovado nos testes de barra fixa.
— Desta vez, estou me preparando fisicamente e fazendo um curso preparatório. Estou bem confiante — diz.
Saiba mais sobre os processos seletivos
Corpo de Bombeiros
A previsão é que sejam autorizadas 1.060 vagas: 910 para soldado combatente e 150 de guarda-vidas. É preciso ter nível médio e carteira de habilitação para automóveis. Como em outros concursos do estado, 20% das vagas são para negros e índios.
Prova
Geralmente, tem 40 questões de Português e Raciocínio Lógico, além de teste de aptidão física, exame de saúde e investigação social.
Polícia Federal
Serão abertas 534 vagas para agente administrativo, com exigência de nível médio. A seleção oferecerá, ainda, duas chances para arquivista, três para psicólogo, quatro para administrador, cinco para contador, sete para assistente social e 11 para engenheiro, com exigência de nível superior. Os vencimentos são de R$ 3.689,77, para agente administrativo, e de R$ 4.409,12, para cargos de nível superior, incluindo um auxílio-alimentação de R$ 373.
Calendário
O edital deverá sair até o dia 22. As provas objetivas estão previstas para janeiro.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

PMs e bombeiros que participaram de greves são anistiados

O Senado aprovou, na madrugada desta quinta-feira, o projeto de lei que anistia policiais militares e bombeiros de17 estados (incluindo o Rio de Janeiro) e do Distrito Federal que participaram de greves por melhores salários e foram punidos. Agora, a proposta seguirá para a sanção da presidente Dilma Rousseff.
O texto beneficia policiais e bombeiros que participaram de mobilizações ocorridas entre 1º de janeiro de 1997 e 11 de outubro de 2011, para pedir melhorias de salários e condições de trabalho. Também ficarão livres de punição os PMs que atuaram em greves entre 13 de janeiro de 2010 e 11 de outubro de 2011.


Estado deposita gratificações para 3.318 bombeiros nesta sexta-feira, dia 12

A Secretaria estadual de Planejamento deposita, nesta sexta-feira, a gratificação de junho para 3.318 bombeiros que participaram do Regime Adicional de Serviço (1.062 atuaram na Secretaria de Saúde). Serão depositados mais de R$ 2,9 milhões. Os valores dependem do posto e do turno de trabalho.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Policiais e bombeiros podem ser liberados para vender férias e licenças

Policiais civis, militares e bombeiros poderão ter mais uma possibilidade de reforçar o orçamento por meio da venda de férias e licenças. A ideia já foi apresentada a setores do governo do estado, que veem com simpatia a proposta. Seria uma maneira de compensar esses servidores, especialmente os que não conseguem descansar em virtude da necessidade de efetivo, algo frequente nas polícias e nos Bombeiros.
Mas, como a novidade traria despesas ao estado, seria necessário o Poder Executivo enviar à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) um projeto de lei nesse sentido. A venda de férias e licenças foi alvo de duas indicações legislativas na Alerj, todas aprovadas. A indicação legislativa é uma sugestão dos deputados para que o Executivo elabore um projeto de lei sobre o tema em discussão
A Secretaria de Segurança foi consultada a respeito da possibilidade. Um parecer da assessoria jurídica da pasta considera a proposta “legítima” e sugere o encaminhamento à Casa Civil, que informou ainda não ter recebido este processo.
Os PMs e os bombeiros têm seis meses de licença a cada dez anos de serviço. Na Polícia Civil, a licença é de três meses a cada cinco anos. A cada mês vendido, o servidor ganharia um mês de salário.
Em alguns casos, a dificuldade de tirar férias e licenças leva policiais e bombeiros a recorrer à Justiça. Eles entram com ações nos tribunais pedindo uma indenização pelos períodos de descanso não gozados durante a carreira, o que poderá ser evitado se o estado liberar a venda.
— O objetivo é criar uma alternativa para essa situação, indenizando os servidores — afirmou o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP), autor das indicações legislativas que sugerem ao governo do estado permitir que policiais e bombeiros vendam licenças e férias.