sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Policiais civis, militares e bombeiros do Paraná exigem valorização

Em assembleia geral, realizada, na última quarta-feira (15), pelo Sindicato das Classes dos Policiais Civis do Estado Paraná (Sinclapol), os policiais civis de Curitiba e região aderiram ao indicativo de greve e à paralisação imediata da “Operação Padrão” promovida em todo o estado do Paraná.

Segundo nota do Sinclapol, o movimento de paralisação busca maior valorização da categoria no estado e luta pelo reajuste homogêneo da tabela dos salários.

A nota também informa que haverá, na tarde desta sexta-feira (17), reunião entre os dirigentes das entidades representativas da Polícia Civil e a equipe do Governo do Estado, para a retomada do diálogo e uma nova rodada de negociações.

Em entrevista ao Vermelho, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol-Londrina), Ademilson Batista, afirmou que a categoria está unida em prol de um objetivo comum, que é a implantação real dos valores da tabela do subsídio.

“Nós estamos negociando com o governo faz algum tempo, e nos foi apresentado uma proposta decepcionante e que desvaloriza nossa categoria. Uma proposta muito aquém da que esperávamos. Então, após decisão em assembleia, decidimos parar a Operação Padrão e a partir da segunda-feira [20] a as demais atividades. Sendo que garantiremos o atendimento à população com 30% do efetivo”, acrescenta o dirigente.

Em declaração à imprensa, o presidente do Sinclapol, André Gutierrez, informou ainda que a Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná (Adepol) também se engajou a mobilização e participará dos trabalhos da Operação Padrão.

Nota dos Delegados

Em nota oficial divulgada pela Adepol, os delegados de polícia do Paraná externaram seu descontentamento com o desfecho das negociações.

Segundo a nota, os delegados dizem estar de “luto por não terem sido contemplados com a recomposição salarial prometida pela equipe do Governo”. Diz a nota ainda: “Conforme a tabela apresentada pelo Governo, que busca a transformação da remuneração dos chefes de polícia, em subsídio, traduz praticamente 0% de correção em 2012, ficando muito distante do índice divulgado na imprensa oficial. Isto significa dizer, que sequer a correção inflacionária foi observada (...)”.

Ademilson Batista ainda informou ao Vermelho que a adesão do Sindipol e da Adepol, retrata a insatisfação dos policiais com a tabela apresentada pelo governo, que, no caso da categoria de base dos policiais civis, contempla basicamente as quarta e quinta classes, de uma maneira quase irrisória, excluindo as demais classes.

“O governo possui um projeto para o setor de Segurança Pública, porém este projeto não prevê a valorização dos trabalhadores. Por isso, todos estão insatisfeitos com o resultado das negociações. Caso não haja uma contraproposta satisfatória, manteremos nossa agenda de reivindicações”, finaliza o dirigente sindical.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

PMs e Bombeiros do DF iniciam greve

Depois de votarem greve na noite dessa quarta-feira, os policiais militares e bombeiros do Distrito Federal decidiram iniciar uma operação-padrão a partir dessa quinta-feira.

Eles reivindicam principalmente equiparação salarial com os policiais civis e a reestruturação da carreira. A assembleia ocorreu na Praça do Relógio, na cidade de Taguatinga.

Saiba mais...
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Segundo o presidente da Associação dos Oficiais do Corpo de Bombeiros Militares, Sérgio Aboud, o salário dos policiais e bombeiros são os menores na área de segurança pública no DF. Ele reclama também do valor pago aos militares em fim de carreira, que ganham o mesmo que um iniciante.

"Queremos que o governo olhe para nós e cumpra o que foi prometido durante a campanha de eleição do governador Agnelo Queiroz. Não temos intenção de iniciar uma greve para prejudicar a sociedade. Precisamos ser inteligentes, queremos apenas negociar com o governo", disse Aboud à Agência Brasil.

Durante a operação-padrão, os policiais militares vão exigir a presença da Polícia Civil no local de cada ocorrência criminal e fazer o deslocamento da viatura policial dentro da velocidade permitida pela via independentemente da urgência do chamado e a suspensão das autuações de trânsito feitas pela Polícia Militar, entre outras medidas.

A próxima assembleia de negociação com o governo do DF está marcada para o dia 2 de março, na Praça do Buriti.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Perdemos uma batalha,mas não perdemos a guerra!!

A vida e uma Grande arena,dificuldade e obstáculo sempre existirão temos que juntar forças e lutar sempre e jamais pensar em desistir!!!




domingo, 12 de fevereiro de 2012

Daciolo está em greve de fome


O cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, preso desde quarta-feira, está em greve de fome, informou a mulher dele, a dona de casa Cristiane Daciolo. Ela contou que foi avisada pelo defensor público que o representa. Desde que chegou a Bangu 1, Daciolo teria recusado as refeições servidas no presídio de segurança máxima. Cristiane disse não saber como está a saúde do marido, porque teve apenas um encontro com ele, de 15 minutos, na quinta-feira. Cristiane refutou as acusações de que o movimento de greve está sendo manipulado politicamente. "Ele (Daciolo) não está envolvido com política, não está filiado a partido algum. Partidos políticos apoiam o movimento, mas o movimento não está com nenhum partido", afirmou.

Sobre as declarações de Daciolo, de que recusaria qualquer aumento oferecido pelo governo e que os bombeiros lutariam pela saída de Sérgio Cabral, ela disse ainda que o marido foi motivado pelo "calor da hora". "Você já tropeçou e falou um palavrão? Foi a mesma coisa. Era uma conversa fechada entre bombeiros. Ele se exaltou". A afirmação polêmica, que alimenta os rumores de que a greve atenderia a interesses políticos de adversários de Cabral, foi feita numa reunião em setembro de 2011. As imagens foram postadas no blog SOS Bombeiros e reproduzidas ontem pela Rede Globo.

Na ocasião, o movimento pleiteava o piso de 2.000 reais - agora, a exigência é de 3.500 reais. "Se amanhã o governador falar: não dá 2.000 reais para eles não, dá 4.000 reais. O que nós vamos dizer? Fora, Cabral! Fora, Cabral!", disse Daciolo na ocasião. Para a deputada Janira Rocha, esse tipo de manifestação demonstra a espontaneidade do movimento. "Se existisse articulação política, não haveria manifestação em Copacabana no momento de refluxo do movimento nem palavra de ordem como "Fora, Cabral". Isso demonstra o nível de tensão com o governo, que naquele momento não os recebia."

Além de Janira, esteve em Copacabana o deputado estadual Paulo Ramos (PDT), único a votar contra a mensagem do governo que reajustou os bombeiros, por entender que a proposta não atendia às reivindicações da categoria. Com o aumento, o piso passou de 1.277,13 reais em janeiro para R$1.669,33 reais. Com a gratificação e o vale-transporte, esse valor vai para 2.119,33 reais.

Fonte: Veja abril